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Programa Roda de Conversa - Unidade de luta – Em defesa do patrimônio público e da educação gratuita de qualidade social

  • 04/10/2019


Sind-UTE/MG na luta contra a fusão de turmas e pelo pagamento do Piso Salarial à categoria

Carteira de dois andares, resultado da política de fusão de turmas. Essa foi a crítica que o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) realizou durante a Assembleia Estadual, no último dia 12/9/2019.

No início de agosto, o governador Romeu Zema, por meio da Secretaria de Estado de Educação (SEE/MG), fechou 225 turmas na rede estadual de ensino, o que provocou superlotação de salas, precarização das condições de trabalho para educadoras/es  e dificuldades no processo de ensino-aprendizagem.

coordenadora-geral do Sind-UTE/MG, Denise Romano, disse que o governo do Estado promove um desmonte da educação pública e descumpre acordos legais com a categoria. “Nós seguiremos na luta para que a política de fusão de turmas seja interrompida e o governador cumpra seus deveres constitucionais conosco. Queremos salas de aula com espaços propícios para o aprendizado, queremos o cumprimento do repasse de 25% da receita corrente líquida para a educação e o pagamento do Piso Salarial, respaldado pela Lei 21.710 e Legislação Estadual.”

Para o diretor estadual, Paulo Henrique Fonseca, a postura do governo demonstra um alinhamento com a política privatista do governo Bolsonaro. “A fusão de turmas foi justificada, também, pela perspectiva da economia. Por que não falar sobre as isenções de impostos às grandes empresas que atuam no estado? Junto a isso, vem o interesse em entregar patrimônios do povo mineiro, como a Cemig e a Copasa. Isso se assemelha ao que está acontecendo no âmbito federal.”


Roda de Conversa – Não à privatização dos Correios

Luta contra a privatização dos Correios. Essa foi a pauta do programa Roda de Conversa, do último dia 16/9/2019. Para debater sobre o assunto, esteve como convidado o diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios, Telégrafos e Similares (Sintect), Igor Mendes.

Segundo ele, é preciso desconstruir a ideia de que a empresa não dá mais lucro para a federação. “É necessário dizer que os Correios não está falido. Outra coisa, a obrigação de uma empresa pública é prestar um serviço de qualidade social para o povo. As corporações que já demonstraram interesse em participar do processo de compra são estatais nos países de origem. Por que o governo federal faz o contrário no Brasil?”

Ele ressaltou que, se a empresa for vendida, a população pobre sairá mais prejudicada, já que em localidades distantes de centros urbanos o atendimento bancário é oferecido.

Para Igor, o desmonte dos Correios, que já teve a maior frota terrestre da América Latina, tem por objetivo abrir precedentes para a venda e encarecer o serviço de postagem e entrega. “Quando nós defendemos a educação, saúde, energia, os Correios, significa que lutamos pela soberania do Brasil. E isso o povo precisa saber”, disse o sindicalista.