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Sind-UTE/MG apoia e participa da criação da Frente Parlamentar em Defesa da Ciência, Pesquisa e Tecnologia

  • 09/05/2019


O dia 7 de maio de 2019 entra para história do legislativo estadual como o “O dia da educação no parlamento”. Foi assim que a coordenadora-geral do Sind-UTE/MG e deputada estadual, Beatriz Cerqueira, que preside a Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia definiu essa data.

Além de várias atividades que marcaram esse dia na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, foi criada uma Frente Parlamentar com a assinatura de 75 deputados/as. “É uma grande honra estar em um espaço que reúne parlamentares, comunidade escolar, movimento estudantil e sindical. Essa é uma luta coletiva pelo fortalecimento de uma educação estatal e de qualidade”, ressaltou Beatriz Cerqueira.

Assista aqui: http://www.beatrizcerqueira.com.br/2019/05/08/lancada-na-almg-a-frente-parlamentar-em-defesa-da-ciencia-pesquisa-e-tecnologia/

Educadores/as, dirigentes do Sind-UTE/MG, marcaram presença com o objetivo de levar apoio à luta em defesa da educação pública, da ciência, da pesquisa e da tecnologia.

Denise Romano, diretora estadual do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais, disse ser importante a defesa no campo institucional, mas, que o povo também deve se responsabilizar. “Nós precisamos fazer essa luta também na rua, nos movimentos sociais, na articulação com os sindicatos da educação pública e privada. Existe uma disputa a ser feita e é da classe trabalhadora contra os banqueiros, da sociedade brasileira que se beneficia e acredita na produção científica das federais contra o desmonte.”, alertou.

Segundo Denise, a defesa é contra o retrocesso. “Estamos prontos e prontas para a luta. Não vamos soltar a mão de ninguém e vamos derrotar esse projeto fascista que quer acabar com nossas universidades e jogar nosso povo de volta à escravidão e à fome.”

A diretora estadual do Sind-UTE/MG convocou todos/as os/as presentes a participarem da Greve Nacional da Educação, que acontece no dia 15 de maio, e também ressaltou a necessidade de diálogo entre os trabalhadores. Destacou que essa greve, além de ser contra a Reforma da Previdência, defende a educação pública básica e superior. Então, é preciso de representação em todas as regiões do estado, sendo muito importante a articulação entre os sindicatos e instituições de ensino para interiorizarmos essa manifestação.

 15 de Maio – Greve Nacional da Educação contra desmonte da aposentadoria e da educação pública

 

Em defesa da educação

Antes do lançamento da Frente Parlamentar em Defesa da Ciência, Pesquisa e Tecnologia várias atividades foram promovidas. Além de uma audiência pública, foi realizada a Marcha pela Ciência em defesa da Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig), e também uma exposição científica com o Museu Itinerante Ponto da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

 

Unimontes e Uemg

 Pela manhã, o debate em defesa das instituições de ensino públicas também foi feito na Comissão de Administração Pública, que recebeu professores, estudantes e gestores da Universidade Estadual de Minas Gerais (Uemg) e da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). Eles solicitaram aos parlamentares que intervenham em decisão do Executivo a fim de evitar a concretização do corte de 20% no quadro de pessoal e de 10% na verba de custeio das duas instituições.

Ana Carolina Vasconcelos, do Levante Popular da Juventude e estudante da UFMG, ao falar da criação da Frente para valorização do ensino superior destacou que recebia a notícia com felicidade. “Enquanto estudante e militante social, ver a Assembleia, que muitas vezes não nos recebem, construindo esse espaço hoje é motivo de alegria. Uma das coisas que eu aprendi é que a universidade tem um papel social a ser cumprido. Ela só faz sentido quando o conhecimento produzido ali impacta na vida do povo, ajuda a avançar a sociedade.”

Durante a audiência pública de lançamento da Frente, reitores lembraram o corte de 30% no repasse às universidades e institutos federais. Inicialmente, a medida foi adotada para três universidades – Universidade Federal da Bahia (UFBA), Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade de Brasília (UnB) –, que, segundo o ministro da Educação, Abraham Weintraub, promoviam a “balbúrdia” em seus campi. No início deste mês, a União estendeu a medida para todas as universidades brasileiras.

Sandra Regina Goulart Almeida, reitora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), disse estar preocupada com o corte de recursos. “Fico triste e preocupada com a situação das universidades federais. Esse corte pode causar desemprego, por conta dos terceirizados, como também uma descontinuidade do projeto de pesquisa e educação para o nosso país.” A reitora ainda ressaltou o compromisso da Frente com o futuro do país. “Essa frente tem uma responsabilidade que é lutar pelo futuro do nosso estado. Se nós formos destruídos com essas políticas de cortes que estão aí, não haverá futuro para o país.”

Um dos objetivos da frente parlamentar é, justamente, buscar assegurar os valores referentes a 1% da receita ordinária corrente do Estado (aproximadamente R$ 300 milhões), que deve ser repassado em duodécimos (12 parcelas ao ano) à Fapemig, conforme artigo 212 da Constituição mineira.

Luana Ramalho, presidenta da União Estadual das/os Estudantes de Minas Gerais, chamou a atenção para o viés ideológico dos cortes de recursos. “Existe algo que é concreto. Nós precisamos resistir, porque a educação está sofrendo um ataque ideológico, que é acabar com as mentes pensantes do nosso país. É ideologia quando ataque a classe trabalhadora para favorecer a previdência privada, é ideologia quando ataca a universidade, local onde está o senso crítico da sociedade.”

Renato Barros, diretor do Sindicato Único dos Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais (Sind-Saúde/MG), falou sobre a relação entre a categoria e a defesa da Frente, e ainda chamou a atenção para outras disputas. “Quando falamos em educação e saúde, lidamos com vidas. Hoje, passamos por um momento decisório no país e devemos defender nossa constituição. É preciso lutar pela revogação da Emenda Constitucional 95, que congela os investimentos nessas áreas por vinte anos”, ressaltou.

 

Compromisso na continuidade da luta

“Nós não podemos fazer só a resistência, que também é essencial. Nossa tarefa é mostrar para a população como a pesquisa chega à melhoria da qualidade de vida, chega quando é possível compreender como o rompimento de uma barragem de rejeitos interfere na saúde, no cotidiano.”

A deputada Beatriz Cerqueira também ressaltou o valor da construção coletiva da Frente com outras/os parlamentares e o compromisso na continuidade da luta.

Assista aqui: http://www.beatrizcerqueira.com.br/2019/05/08/nossa-tarefa-e-fazer-as-pessoas-entenderem-a-importancia-da-ciencia-pesquisa-e-tecnologia-diz-deputada/

 

Conteúdo: Ascom Studium Eficaz com informações da ALMG

Fotos: Daniel Protzner/ALMG