Notícias

Sind-UTE/MG marca presença na ALMG durante a entrega do relatório da “Assembleia Fiscaliza” ao governador e questiona fala de Zema de que o funcionalismo está satisfeito com sua gestão

  • 11/07/2019


Educadores e educadoras, sob coordenação do Sindicato dos Trabalhadores em Educação e Minas Gerais (Sind-UTE/MG) acompanharam nesta quarta-feira (10/7/19) o encerramento do primeiro ciclo de encontros da “Assembleia Fiscaliza”, atividade de fiscalização do Legislativo ao governo estadual. No Plenário da Assembleia Legislativa, o governador recebeu o relatório-síntese com os encaminhamentos relativos à prestação de contas do secretariado feita entre os dias 10 e 26 de junho.

Entre as principais recomendações da Assembleia à gestão estadual está uma consideração de que a adesão ao Regime de Recuperação Fiscal, proposto pelo governo federal, não seja vista como a única alternativa para Minas Gerais sair da crise financeira.

O texto do documento também traz solicitação de que haja uma ação efetiva do Estado para pleitear a recuperação dos recursos pertencentes ao Estado e aos municípios mineiros decorrentes da Lei Kandir, calculada em R$ 135 bilhões, como alternativa para a recomposição da receita e superação da crise fiscal.

Educadores/as e servidores públicos de várias categorias foram impedidos de entrarem com suas bandeiras nas galerias. Houve indignação com o governador Romeu Zema quando ele, ao discursar no plenário, disse que “o funcionalismo público está mais do que satisfeito com seu governo, porque agora sabe o dia que vai receber o salário e o 13º.” Do alto das galerias, palavras de ordem e questionamentos tais como: “Governador pague o meu 13º! Quando esse governo vai retomar as nomeações de concursos públicos?”

 

A direção do Sind-UTE/MG lembrou não só do parcelamento do pagamento do 13º em onze vezes, mas também dos mais de 9 trabalhadores em educação demitidos neste primeiro semestre, o corte de 81 mil vagas na Educação Integral, a demissão de mais de 600 vigilantes de escolas estadual e a postura privatista de empresas públicas altamente lucrativas como a Cemig e a Copasa.

 

 

 

Fotos: StudiumEficaz/Sind-UTE/MG

Conteúdo StudiumEficaz, com informações da ALMG