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"Trabalhador na rua, Romeu Zema a culpa é sua!"

  • 12/04/2019


Em meio a palavras de ordem, servidores/as da educação de várias partes do estado protestam contra governo Zema, pedindo diálogo e abertura para negociação.

Na manhã desta quinta-feira, 11/04/19, cerca de 1500 servidores e servidoras da educação de Minas protestaram contra o governo Zema na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, e realizaram o dia estadual de paralisação. Na pauta o enfrentamento à precarização da educação, retomada das nomeações dos concursos públicos, pagamento integral do décimo terceiro, pagamento do piso salarial, fortalecimento do IPSEMG e a luta contra a Reforma da Previdência.

Os/as educadores/as fizeram uso de palavras de ordem, como “Trabalhador na rua, Romeu Zema a culpa é sua!”, “Nenhuma escola a menos!”, “Já são 100 dias de enrolação e cortes na educação!”.

Segundo Denise Romano, da direção estadual do Sind-UTE/MG, o governo está implementando um regime de recuperação fiscal que agride toda a comunidade escolar. “Seis mil trabalhadores já foram demitidos e isso não pode ser considerado normal.

Somado a isso, voltamos à época em que estudantes iam à escola para merendar, num momento de redução do tempo integral. Essa é a política do Romeu Zema. Austera só aos pobres!”, disse.

Jairo Nogueira, secretário-geral da CUT/MG, ressaltou sobre privatização de estatais e demissão de funcionários. “Estamos enfrentando a demissão dos vigilantes que fazem a segurança em escolas que estão em locais de grande vulnerabilidades sociais, e projetos para privatizar a CEMIG, por exemplo. Precisamos reivindicar os royalties da energia para investirmos mais na saúde e educação.”, disse.

Saindo do leste mineiro, 35 educadores vieram de Governador Valadares para demonstrar insatisfação com a gestão Zema. Rafael Toledo, diretor estadual organizou a caravana e trouxe questionamentos sobre a precarização do IPSEMG e as consequências da diminuição de vagas de tempo integral. “Quando essas escolas, que são fundamentais para todo o estado, são fechadas, tantos os estudantes como a vida de trabalho dos pais são prejudicados. Então, salas ficam superlotadas, os professores adoecem e já não têm assistência médica para consultar, porque o atendimento do IPSEMG está comprometido.”

De acordo com ele, o parcelamento dos salários agrava ainda mais a situação, já que trabalhadores estão ficando endividados. “A estrutura escolar não condiz com um ambiente educacional!”

Conforme a diretoria estadual do sindicato, no dia 10/04, uma comissão se reuniu com representantes da Secretaria de Estado da Educação para repassar as reivindicações da categoria. Pouco se avançou no debate, já que as questões financeiras foram atreladas à adesão do regime de recuperação fiscal. “O governador pensa que está administrando lojas em liquidação de estoque”, disseram.

A agenda de manifestação seguiu para a Assembleia Legislativa, no período da tarde, onde foi realizada uma audiência pública sobre os impactos da reforma da previdência na educação. De acordo com a coordenação do Sind-UTE/MG, um novo encontro está marcado para o dia 30/04, na Secretaria de Educação, para seguir com as pautas e a tentativa de diálogo com o governo estadual.

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Fotos: Marcelo Sant´Anna-Sind-UTE/MG