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Veja no Programa Outras Palavras, que foi veiculado no dia 4 de janeiro de 2020

  • 10/01/2020


Veja no Programa Outras Palavras de 4 de janeiro de 2020

Profissionais da educação em dia de luta e de vigília na Cidade Administrativa

Não vamos aceitar que o governador Zema destrua o ensino público

Deputada estadual, Beatriz Cerqueira, diz que a Educação merece respeito


Profissionais da educação em dia de luta e vigília na Cidade Administrativa

Piso Salarial, 13º salário, respeito e pagamento em dia. Zema, queremos os nossos direitos! Foram com essas palavras que centenas de educadores e educadoras, vindos de várias partes do estado e sob coordenação do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), manifestaram-se no último dia 18/12/2019, na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte.

coordenadora-geral do Sind-UTE/MG, Denise Romano, falou sobre o objetivo da manifestação. “Esse ato representa uma resposta à decisão do governador em apresentar uma proposta de pagamento do 13º salário a apenas um setor do funcionalismo público. Mas, também, destaco que a categoria enfrentou o adoecimento, provocado pelo desemprego estrutural que a Secretaria de Estado de Educação promoveu ao longo de 2019. O gerencialismo político do governador será combatido.”

“A postura de toda a categoria é de completa indignação. O que o governo do Estado faz não é correto e nós seguiremos na cobrança pelo pagamento integral do 13º de 2019, reivindicando a interrupção dessa postura de predileção com o funcionalismo público”, disse a diretora estadual do Sind-UTE/MG, Marilda Abreu Araújo.

O diretor estadual do Sind-UTE/MG, Paulo Henrique Santos Fonseca, ressaltou que o pagamento do 13º é um direito constitucional e faz muita diferença na economia familiar. Negá-lo “é uma perversidade contra a maior categoria do funcionalismo.”

O ato também contou com a participação de outros setores do funcionalismo, que também ficaram sem receber o direito no mês de dezembro.


Deputada Beatriz Cerqueira defende pagamento do integral do 13º à Educação

“O governo do Estado tem dinheiro para pagar integralmente o 13º salário aos profissionais da Educação.” Essa foi a fala da deputada estadual, Beatriz Cerqueira (PT/MG), durante audiência pública da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), no último dia 12/12/2019.

Com um documento do Tribunal de Contas do Estado em mãos, ela apresentou, concretamente, que o governador Zema teria dinheiro em caixa para pagar o 13º salário de forma integral a toda a categoria. A deputada ainda destacou que o governo não precisaria da antecipação dos royalties do nióbio para a quitação.

“A tática que utilizam sempre é relacionar a venda do patrimônio público, como Cemig e Copasa, para cumprir com as folhas de pagamento. Mas, e quando não tivermos mais empresas públicas? Vamos privatizar as escolas?” Alertou a deputada.


Roda de Conversa – Soberania popular na América Latina

O Roda de Conversa do último dia 28/10/2019 recebeu o sociólogo Rubens Goyatá, e Lucas Cunha, cientista político e pesquisador do Centro de Estudos Legislativos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Na pauta, a onda de protestos que levanta a voz do Chile contra a Reforma da Previdência, a corrupção, o aumento de tarifas do metrô; os resultados das eleições na Argentina, Uruguai, Bolívia, os protestos também no Equador, Peru e Colômbia.

Rubens destacou que a situação econômica do Chile está comprometida pela política neoliberal, implementada no país durante a ditadura de Pinochet na década de 1980. “O ensino superior público cobra mensalidades, a Previdência é capitalizada e o orçamento da União segue prejudicado pelo pagamento dos juros da dívida pública. Querem fazer isso aqui. A mesma coisa que o povo chileno repudia hoje nas ruas.”

Lucas Cunha afirmou que o país foi definido como um laboratório neoliberal e com maior precarização dos direitos trabalhistas na América Latina. “O Chile se apresenta como um país que sofreu poucas mudanças estruturais no que diz respeito ao acesso à educação, modelo econômico e de políticas públicas, inclusive durante os governos progressistas. O que o país não tem em termos de saúde e educação pública é reflexo disso.”

coordenadora-geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), Denise Romano, chamou a atenção de todos e todas para uma reflexão. “Se é este mesmo modelo genrencialista e privatista que os governos federal e estadual querem executar no Brasil, as consequências aqui serão maiores, porque nossas contradições e desigualdades acompanham essa desproporção.”

Ela apresentou, concretamente, que esse projeto político-empresarial já está sendo implementado na educação pública estadual, por meio do governador Zema. “A Secretaria de Estado de Educação disponibilizou o Plano de Atendimento para 2020. Sabe o que nos trouxe? Fechamento de escolas, turnos e turmas, isso sem realizar qualquer estudo ou consulta à comunidade escolar.”

Rubens Goyatá ainda questionou: “A pergunta que devemos fazer é se o Estado servirá para poucos ou cumprirá com o seu dever de servir ao bem comum?”


Roda de Conversa – Não à municipalização das escolas estaduais

No último dia 11/11/2019, o programa Roda de Conversa recebeu o sociólogo e cientista político, Rudá Ricci, a coordenadora-geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), Denise Romano, e o diretor estadual, Paulo Henrique Fonseca, para debater sobre os ataques enfrentados pela educação pública.

Um dos pontos de destaque foi o processo de municipalização das escolas públicas estaduais, que tem vulnerabilizado a segurança financeira das instituições, provocado demissões e vários transtornos a toda comunidade escolar e educadoras/es.

Denise denunciou a medida, que vem sendo tomada sem qualquer escuta da comunidade ou movimento sindical. “Temos um caso bastante emblemático, em Nova Era, com a Escola Estadual Padre Vidigal. A cidade é contra; oito dos nove vereadores se posicionaram contra, existe um abaixo-assinado com 10% do eleitorado do município que é contrário à decisão. Mesmo com tudo isso, o governo Zema insiste com a municipalização.”

Ela ainda destacou que o Sind-UTE/MG solicitou a suspensão imediata do processo na mesa de negociação com a gestão estadual, bem como a abertura de diálogo com a população.

Rudá Ricci ressaltou que essa postura demonstra uma gestão estadual contrária à educação pública de qualidade, colocando-a como um problema para implantação do projeto privatista.

“É possível constatar que a municipalização, o Plano de Atendimento e também a militarização são faces de uma mesma moeda. Representam a tentativa de diminuir a oferta de vagas na educação pública, retirando recursos de um serviço que é por direito do povo mineiro”, disse Paulo Henrique.


Roda de Conversa – Os riscos da militarização das escolas para a educação pública

“Quem atua no processo de militarização das escolas não entende nada de educação.” Assim o cientista político e sociólogo, Rudá Ricci, definiu o modelo educacional apresentado pelo governo federal, durante o programa Roda de Conversa no último dia 11/11/2019.

Segundo ele, os gargalos que a educação pública tem não podem ser resolvidos com força física ou com a “suposta disciplina”. “Isso é completamente irracional. Se a saúde está com problemas, nós vamos interferir? Se a segurança pública também tem questões a serem resolvidas, nós vamos pegar em armas para resolver? Eu acho que devemos respeitar a profissão de cada um.”

Rudá destacou que o grande problema trazido pela militarização das escolas é a falta de profissionais qualificados para atuação na área. “Essas pessoas que trabalharão na educação, como não entendem sobre o assunto, não resolverão os principais problemas do Brasil. Sabe quantas crianças negras que entram no 1º ano formal ingressam no ensino superior? Apenas 2%. Em que as escolas militarizadas resolvem a situação dos 98% que ficaram no caminho? Em nada.”

diretor estadual do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), Paulo Henrique Santos Fonseca, lembrou-se da seletividade para matricular os/as estudantes. “É importante ressaltar que existe uma pré-seleção dos jovens para ingresso nas escolas militarizadas, objetivando a construção de uma vitrine. Porém, o que nós queremos é justamente o contrário. Nossa luta é pela democratização da educação pública.”

“A militarização das escolas é um modelo de criminalização da infância pobre e das classes populares, quando as instituições de ensino são administradas e estruturadas como um quartel”, disse a coordenadora-geral do Sind-UTE/MG, Denise Romano.


O programa “Outras Palavras” é uma produção do Sind-UTE/MG e é veiculado aos sábados, das 10h às 10h:30, nas TV’s: Band Minas (em todo o Estado), Candidés (Divinópolis e Região) e na Band Triângulo. Você pode acompanhar também essa produção pelo Canal do Sind-UTE/MG no Youtube.

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