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Veja no Programa Outras Palavras que será veiculado no dia 2 de fevereiro de 2019

  • 01/02/2019


Veja no Programa Outras Palavras da edição deste sábado, dia 2 de fevereiro de 2019

Na edição do Outras Palavras de sábado, 02/02/2019, destacamos  tragédia de Brumadinho com o rompimento de mais uma barragem da Vale S/A . E veja ainda a repercussão da proposta do governo Zema de aumentar a alíquota da previdência de 11 para 14% para o funcionalismo.


Deputada estadual, Beatriz Cerqueira, defende CPI das Mineradoras na ALMG

Uma CPI da Mineração, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. É o que a deputada estadual, Beatriz Cerqueira, recém-empossada, defende no legislativo estadual como uma de suas primeiras ações no parlamento.  No último dia 29 de janeiro, durante uma reunião de articulação com lideranças sociais, populares e sindicais, no auditório da ALMG, esse assunto foi amplamente discutido por várias pessoas, que lotaram esse espaço. Desde que a barragem I da Mina Córrego do Feijão, da Vale S/A, em Brumadinho, rompeu, no último dia 25 de janeiro, deixando um triste saldo de dezenas e dezenas de mortos, centenas de desaparecidos e desabrigados e um cenário de lama, muita lama, que já percorreu um longo caminho, indo de Brumadinho até a calha do Rio Paraopeba e com grandes chances de também inundar o Rio São Francisco. Essa barragem conforme divulgado pela empresa tinha como finalidade a disposição de rejeitos provenientes da produção. Ela foi construída em 1976, pela Ferteco Mineração (adquirida pela Vale em Abril de 2001), pelo método de alteamento a montante. A altura da barragem era de 86 metros, o comprimento da crista de 720 metros. Os rejeitos dispostos ocupavam uma área de 249,5 mil m2 e o volume disposto era de 11,7 milhões de m3.

Beatriz Cerqueira, ao falar deste crime, levanta interrogações sobre a segurança no local,  da população e de seus funcionários e faz diversos questionamentos. O sistema é muito poderoso, mas Beatriz diz que é preciso encarar essa realidade e cobrar da empresa  a sua responsabilidade.

E o que diante dessa tragédia toda, desse mar de lama, de tantas mortes e destruição, é preciso fazer? A deputada Beatriz Cerqueira diz que vai se mobilizar na Assembleia para instaurar uma CPI para fiscalizar, investigar todas as responsabilidades.?


Coordenador do MAB, Pablo Dias, fala da realidade que se vê no Brumadinho

Em Casa Nova, no distrito de Brumadinho, também atingido pela Lama da Vale, o coordenador do MAB, Movimento dos Atingidos por Barragens, Pablo Dias, fala da realidade que se vê e denuncia mais um  crime da Vale.


O José Antônio, morador de Brumadinho, diz que solidariedade do povo é grande

As pessoas que perderam seus entes queridas estavam sem água, alimento, roupas… e a solidariedade do povo foi grande. “A gente se sente um pouco impotente, mas, eu diria que o dinheiro não é tudo, que a destruição, o meio ambiente e vida das pessoas fazem parte de um ecossistema inteligente”, diz o morador de Casa Branca, José Antônio.


Vitimas do crime em Brumadinho se organizam

As vítimas do crime em Brumadinho se organizam e recomendam que ninguém assine nada sem que o Ministério Público acompanhe. O levantamento dos atingidos pelo crime da Vale seja feito também por instituições públicas.


MAB acompanha de perto a tragédia de Brumadinho e denuncia a Vale

Maíra Gomes, da assessoria de comunicação do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), diz  que é preciso a comunidade ficar atenta para que não aconteça em Brumadinho o mesmo que a empresa fez em Mariana. Ela diz que a Renova é controlada pelas empresas criminosas (Vale, BHP e Samarco) e relata a realidade que se encontra hoje na região atingida por esse crime. A população exige, segundo ela,  o formulário emergencial, para que famílias atingidas que estão em situação difícil sejam atendidas.


Água e energia são riquezas estratégicas – Joceli Andreoli

Joceli  Andrioli, da coordenação do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), por sua vez,  afirma  que recursos naturais e riquezas como a água e o petróleo são estratégicas e que privatizar esses bens do povo brasileiro é ferir de morte a soberania do país.


Coordenador do Sindieletro/MG diz governo Zema vai enfrentar resistência do funcionalismo

O coordenador-geral do Sindieletro/MG, Jefferson Leandro Silva, fala sobre as propostas do Governo Zema que impactam a vida do servidor e da servidora. Ele afirma que é contrário a proposta de Zema de aumentar de 11 para 14% a alíquota de contribuição previdenciária do funcionalismo e diz que vai ter muita luta para garantir que essa proposta não avance. Também critica a Reforma da Previdência em tramitação no Congresso Nacional.


Velhas práticas políticas num governo que se diz novo!

Para o  secretário-geral da CUT/MG, Jairo Nogueira, o governo Zema diz que é novo, mas, na verdade está a serviços das velhas práticas políticas como a Reforma da Previdência, privatizações, destruição do serviço público, entre outras. Em contraposição, esse governo ataca o serviço e os servidores públicos.


O programa “Outras Palavras” é uma produção do Sind-UTE/MG e é veiculado aos sábados, das 10h às 10h:30, nas TV’s: Band Minas (em todo o Estado), Candidés (Divinópolis e Região) e na Band Triângulo. Você pode acompanhar também essa produção pelo Canal do Sind-UTE/MG no Youtube.