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Veja no Programa Outras Palavras que será veiculado no próximo dia 15 de junho de 2019

  • 14/06/2019


Veja no Programa Outras Palavras de 15 de junho de 2019

Por uma escola pública de qualidade

Vamos lutar pelos nossos direitos

As principais lutas dos profissionais da educação

Todos e todas contra a Reforma da Previdência de Bolsonaro


Sind-UTE/MG participa de visita da Comissão de Educação da ALMG em escola retirada de Tempo Integral

A Escola de Tempo Integral. Que projeto é esse e porque é tão importante para mães, pais, estudantes e a comunidade escolar. O Outras Palavras inicia uma série de reportagens sobre este assunto.

No dia 7/6/2019, a Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) visitou a Escola Estadual Dr. Belisário Viana, em Pedro Leopoldo, que foi retirada do programa de Educação Integral. A coordenadora-geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), Denise Romano, diz que essa escola era a única a oferecer o ensino integral do primeiro ao sexto ano no município, garantindo importantes atividades aos alunos e toda a comunidade escolar. “O Sind-UTE/MG segue na luta pelo retorno completo do programa”, afirma.

Maria José Moreira, tia de três estudantes que já passaram pela educação integral, diz que “hoje eles estão aproveitando a excelente base aprendida na escola, sendo muito importante o retorno e expansão do programa.”

A ex-coordenadora do programa na escola, Maria Cristina Silva, chamou a atenção para possibilidade de fechamento da instituição. “Nós atendemos alunos de todo o município, não só do distrito de Dr. Lund. Então, tenho medo de que precisemos fechá-la com o encerramento do tempo integral, já que a demanda no entorno é pequena e o ensino regular não teria o número suficiente de matrículas. Precisamos manter isso para que o projeto pedagógico continue funcionando.”

A ex-professora, Meire Rose Rodrigues, fez um apelo ao governador Zema. “Enquanto educadora, sei que não há outro caminho para transformação, se não pela educação. Eu fico muito triste com isso e temerosa pelo futuro dos estudantes. Então, peço ao governador Zema que entenda o corte como inviável para sociedade e reflita sobre a necessidade desse retorno, que só faz bem para nós e a toda sociedade.”


Sind-UTE/MG participa de audiência pública e denuncia negligência da perícia médica no Estado

Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) participa de audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e denuncia casos de negligência da perícia médica no Estado. A audiência foi promovida pela Comissão de Administração Pública.

A coordenadora-geral do Sind-UTE/MG, Denise Romano, cobrou explicações do governador. “Minas Gerais não pode tratar como descartáveis aqueles que dedicaram toda uma vida, saúde e trabalho à educação. O Estado tem a obrigação de resolver isso, principalmente, quando nos deparamos com situações graves de negligência da perícia, que resultam na piora dos casos como estamos vendo aqui.”

O coordenador do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais (Sind-Saúde/MG), Renato Barros, disse que a perícia do Estado encontra-se sucateada e “é preciso entender que a discussão pauta a vida das pessoas.”

Denise, assim como várias outras pessoas presentes, disse ainda que as denúncias não são situações isoladas ou pontuais. Várias trabalhadoras presentes trouxeram denúncias contra a negligência do serviço de perícia e o trato dos peritos com os/as trabalhadores/as.

A deputada Beatriz Cerqueira afirmou seu compromisso com a categoria e disse que a escuta realizada em audiência se transformará em ações de defesa dos direitos da classe trabalhadora.


Roda de Conversa debate sobre a Reforma da Previdência

O programa Roda de Conversa discute sobre os impactos da Reforma da Previdência contra a classe trabalhadora e a importância de luta nesse momento crucial da democracia brasileira.

A coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores nas Instituições Federais de Ensino (Sindifes), Cristina del Papa, chama a atenção para dois pontos da Reforma. “A capitalização acaba com o regime de solidariedade e a desconstitucionalização tira a regra da Previdência Pública da Constituição. Assim, só o trabalhador será responsável pela aposentadoria, sem contrapartidas do patrão e do Estado”, explica.

A presidenta do Sindicato dos Professores Federais de Belo Horizonte, Montes Claros e Ouro Branco (APUBH), Stella Goulart, fala sobre as preocupações dos/as professores/as com a Reforma. “Quando nós falamos em Previdência, estamos discutindo um século de história, de construção de patrimônio público. Isso está sendo ameaçado por depredação. É como se estivesse falando das nossas raízes e da possibilidade de acabarmos com essa fundação.”

A representante do Levante Popular da Juventude, Paulinha Silva, chama a atenção para as consequências da Reforma para os jovens. “O regime de capitalização iguala as idades entre homens e mulheres para aposentar, o que não leva em consideração as atividades que nós, mulheres, acumulamos. Precisaremos trabalhar por mais tempo para aposentarmos com menos dinheiro.”

Também foi criticada as afirmações de que a Reforma vai economizar R$ 1 trilhão e que a previdência social está quebrada. O interesse do capital privado – isto é dos donos de bancos, pela reforma é outro ponto questionado, pois, eles seriam os principais beneficiados com o regime de capitalização.


Em defesa do direito à aposentadoria

Por iniciativa do mandato participativo e popular da deputada Beatriz Cerqueira, foi realizada uma série de debates sobre a Reforma da Previdência na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Para somar aos encontros, foram convidados o ex-presidente do Sindifisco/MG, Lindolfo Fernandes, o ex-ministro da Previdência, Carlos Eduardo Gabas, e o presidente da Fundação Perseu Abramo, professor da Unicamp e ex-presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplica (IPEA), Márcio Pochmann.

Confira alguns flashes dos debates:

Lindolfo Fernandes esclarece que o estado quer transformar, com a Reforma da Previdência, direitos em mercadorias. Ele afirma que não há déficit na previdência. “É preciso olhar o orçamento e onde buscar os recursos. Querem criar uma poupança individual para favorecer os bancos.”

Carlos Eduardo Gabas criticou a Proposta de Emenda à Constituição – PEC 06 – da Reforma da Previdência. Ele falou dos seus impactos para o povo brasileiro e disse que ela representa um desmonte da seguridade social e não pode ser aceita em hipótese nenhuma.

Márcio Pochmann ressaltou os riscos que a previdência pública corre e as consequências na seguridade social, geração de emprego e aposentadoria.


O programa “Outras Palavras” é uma produção do Sind-UTE/MG e é veiculado aos sábados, das 10h às 10h:30, nas TV’s: Band Minas (em todo o Estado), Candidés (Divinópolis e Região) e na Band Triângulo. Você pode acompanhar também essa produção pelo Canal do Sind-UTE/MG no Youtube.