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Veja no Programa Outras Palavras que será veiculado no próximo dia 25 de maio de 2019

  • 24/05/2019


Veja no Programa Outras Palavras de 25 de maio de 2019

Os profissionais da educação estão na luta

Um grito de socorro a quem luta

Governo ataca a educação

Não aceitamos imposições

Somos mulheres de luta e de garra

A classe trabalhadora e os estudantes se mobilizaram em defesa da educação contra os cortes nas universidades públicas, institutos federais e contra a Reforma da Previdência proposta pelo governo Bolsonaro.


Os profissionais da educação estão na luta

No último dia 15 de maio, o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) atendeu a convocação da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e participou da Greve Nacional da Educação em defesa da educação e contra a Reforma da Previdência de Bolsonaro. Em Belo Horizonte, mais de 200 mil pessoas participaram do ato na Praça da Estação. A concentração começou logo cedo.

A coordenadora-geral do Sind-UTE/MG, Denise Romano, falou sobre a unidade da luta. “Estamos juntos e juntas para derrotar não só as propostas de Bolsonaro, mas, também do governador Romeu Zema. A adesão do Estado ao projeto de recuperação fiscal do governo federal e a Reforma da Previdência não passarão.”

O movimento cresceu, percorreu o centro de Belo Horizonte e reuniu educadores, estudantes e trabalhadores.

A deputada Beatriz Cerqueira ressaltou a convergência de lutas e lembrou a todos e todas da Greve em junho. “O que derrota governos que querem destruir o povo é esse processo de unificação de lutas e de rua, como fazemos nessa Greve Nacional da Educação. Mas nós precisamos parar tudo, esse país, na Greve Geral no dia 14 de junho.”

“Nós temos que ter força para derrotar a Reforma da Previdência, porque ela é maléfica para toda classe trabalhadora. De norte a sul desse país, seremos protagonistas na derrotada de reformas nefastas desse governo. Esperamos que todos os que participaram deste dia 15 de maio, também estejam nas ruas na Greve Geral do dia 14 de junho”, disse a diretora estadual do Sind-UTE/MG, Marilda Abreu Araújo.

A presidenta da União Estadual dos Estudantes de Minas Gerais (UEE-MG), Luana Ramalho, demonstrou a força estudantil contra os cortes na educação. “Os estudantes se organizaram e serão resistência na luta contra esse governo fascista. Estamos nas ruas para dizer que somos contra isso.”

A Central Única dos Trabalhadores de Minas gerais (CUT/MG) e outras centrais sindicais se juntaram para combater a Reforma da Previdência e dizer não aos cortes do governo federal na educação.

O secretário-geral da CUT/MG, Jairo Nogueira, ressaltou a importância de participação no dia 14 de junho. “Hoje a educação deu um recado e na Greve Geral, próximo mês, toda a classe trabalhadora vai mostrar que não concorda com a Reforma da Previdência. Esse regime de capitalização vai acabar com o direito à aposentadoria.”

Com palavras de ordem, cartazes e muita indignação, os manifestantes disseram ao governo Bolsonaro que a educação precisa ser valorizada.

A integrante da coordenação nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Soniamara Maranho, protestou contra as privatizações. “Escola, conhecimento, arte, Ciência, isso significa poder aos/as trabalhadores/as. É por isso o desmonte. E nós, atingidos por barragens, sabemos isso mais do que nunca. Quando a Vale foi privatizada, matou trabalhadores em todo estado e assim que querem fazer com tudo que ainda é público.”

Houve também um grande ato no auditório da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), onde estudantes, educadores, lideranças sindicais e parlamentares se juntaram para um amplo debate sobre a Reforma da Previdência.

“Esse debate que aconteceu aqui é fundamental, porque precisamos nos unir para entender a conjuntura, mostrando que as universidades e Previdência Pública podem acabar. O saldo do dia de hoje é muito positivo, em que realizamos o maior ato em defesa da educação dos últimos 20 anos.”, disse a deputada Beatriz Cerqueira.

A coordenadora do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFMG, Thais Mátia, falou sobre união nas mobilizações. “Quando o Bolsonaro faz um ataque às universidades e à ciência, faz isso contra a humanidade. Esses atos de hoje foram só um pontapé, porque, enquanto estivermos unindo professores, estudantes e demais trabalhadores, vamos conseguir fazer os enfrentamentos que esse governo merece.”

A deputada Beatriz Cerqueira chamou a atenção para o viés fascista do atual governo. “Estamos diante de um momento do fascismo. E uma das características é criar um inimigo interno, de forma que você não discuta os reais problemas. Essa foi a estratégia de Bolsonaro, quando tentou colocar a universidade como inimigo, desvirtuando o que acontece. Mas o dia de hoje demonstrou nossa capacidade de quebrar essa ordem.”


Governo ataca a educação

O Sind-UTE/MG apoiou e participou da criação da Frente Parlamentar em defesa da Ciência, Pesquisa e Tecnologia na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), no último dia 7 de maio. A deputada Beatriz Cerqueira ressaltou que essa data foi histórica, o dia da educação no Parlamento. Ela chamou a atenção para a importância da Frente, que teve a assinatura de 75 deputados/as.

“Nós chamamos a responsabilidade para a Comissão de Educação da Assembleia de debater as situações que estamos enfrentando, fazer a denúncia sobre os cortes nas universidades e o acolhimento das demandas de toda a comunidade escolar. A Frente fará uma atuação de resistência e proposição de ações para fortalecimento da Ciência, Pesquisa e Tecnologia no estado”, disse a deputada.

Em defesa da educação

Educadoras/es e dirigentes do Sind-UTE/MG marcaram presença no lançamento da Frente, com o objetivo de levar apoio à educação pública, à Ciência, Pesquisa e Tecnologia.

A coordenadora-geral do Sind-UTE/MG, Denise Romano, ressaltou os ataques na educação pública estadual. “Todas as categorias estão na Assembleia a semana inteira para protestar contra os cortes que o governo faz contra os mais pobres. Zema não se importa e por isso nossa luta é urgente e necessária. Estão cortando alimentação de crianças menores de 11 anos de idade, com a diminuição da Educação Integral.”


Em defesa da Unimontes, Uemg e das universidades públicas

Durante o debate em defesa da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG) e universidades públicas, várias pessoas se manifestaram e ressaltaram a importância de todos estarem juntos em defesa da educação.

Renato Barros, da direção do Sindicato Único dos Trabalhadores da Saúde (Sind-Saúde/MG), falou da importância da relação entre a categoria e a Frente Parlamentar em defesa da Ciência, Pesquisa e Tecnologia, e ainda chamou atenção para outras disputas. “Quando discutimos saúde e educação, falamos sobre vidas. Estamos passando um momento delicado nesse país, em que a constituição precisa ser cumprida. A Emenda Constitucional 95 congelou os investimentos públicos na saúde e educação pelos próximos 20 anos. É necessário fazermos um movimento social para revogar isso e discutir a situação financeira do estado.”

Denise Romano, coordenadora-geral do Sind-UTE/MG, falou sobre a defesa da educação no campo institucional e ressaltou a necessidade do povo se mobilizar. “Precisamos construir uma unidade e, nesse sentido, o Sind-UTE/MG se apresenta na luta em defesa da educação pública e da classe trabalhadora. Porque a escola dos ricos não sofrerá cortes nem mudanças na grade disciplinar. Para nós, eles querem que reste aprender fazer conta de matemática e o bê-á-bá.”

A deputada Beatriz Cerqueira também falou da construção coletiva da Frente com os parlamentares e do compromisso na continuidade da luta.


O programa “Outras Palavras” é uma produção do Sind-UTE/MG e é veiculado aos sábados, das 10h às 10h:30, nas TV’s: Band Minas (em todo o Estado), Candidés (Divinópolis e Região) e na Band Triângulo. Você pode acompanhar também essa produção pelo Canal do Sind-UTE/MG no Youtube.