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Veja no Programa Outras Palavras que será veiculado no próximo dia 8 de junho de 2019

  • 07/06/2019


Veja no Programa Outras Palavras de 8 de junho de 2019

Audiência Pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) discute a situação da Superintendência Central de Perícia Médica e Saúde Ocupacional (SCPMSO) do Estado.

Porque a Reforma da Previdência pode acabar com a possibilidade de uma aposentadoria digna em nosso país

O programa Roda de Conversa coloca a Reforma da Previdência em debate


Sind-UTE/MG em audiência pública denuncia casos de negligência da perícia médica em Minas

A audiência foi solicitada pela deputada Beatriz Cerqueira, que também é da direção do Sindicato. Ela destacou as dificuldades enfrentadas pela categoria. “O que nós identificamos é uma enorme desconexão entre a realidade das pessoas e dos serviços de perícia no estado. No caso da aposentadoria, as pessoas são declaradas como inaptas para o trabalho, mas, não são encaminhadas para se aposentarem. Então ficam sem salário, sem trabalho, sem aposentadoria. E todas as vezes que a gente traz esse assunto ao debate, que levantamos a realidade e a expomos como ela é tem sempre alguém duvidando, achando que estamos construindo doença, forjando uma realidade”, criticou.

A coordenadora-geral do Sind-UTE/MG, Denise Romano, cobrou explicações do governador.  “Minas Gerais não pode tratar como descartáveis aqueles que dedicaram toda uma vida, saúde e trabalho à educação. O Estado tem a obrigação de resolver isso, principalmente, quando nos deparamos com situações graves de negligência da perícia, que resultam na piora dos casos como estamos vendo aqui.”

A Assistente Técnica de Educação Básica, Natalice de Oliveira, mostrou o resultado do descaso e da negligência do Estado e dos prejuízos que já se acumularam para a sua saúde. “Eu tirei licença em 2015 para tratar de fortes dores que sentia na coluna e irradiava pelo resto do corpo. Recebi uma receita médica de anti-inflamatórios para tratar e fui dispensada no final do ano. Em 2016, descobri uma insuficiência renal crônica, que foi agravada pelos remédios que tomava. Hoje já estou há um ano passando por um tratamento de hemodiálise, três vezes na semana,  e na fila de espera pelo transplante. Eu fiquei sem chão”, se emocionou!

A audiência pública foi promovida pela Comissão de Administração Pública da ALMG. A deputada Beatriz Cerqueira cobrou soluções do governador para os problemas apresentados. “Vamos denunciar todas as responsabilidades do governo Zema. Quem governa é responsável. Se nós conseguirmos nos colocar no lugar dessas pessoas, conseguimos melhorar as estruturas do Estado para melhor atendê-las”, disse a deputada.


Por que a Reforma da Previdência pode acabar com a aposentadoria digna em nosso país?

O economista e técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) na Subseção da Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT/MG), Frederico Melo, chama a atenção para o contexto em que a Reforma do governo Bolsonaro é apresentada. Ele também fala da dívida pública, do interesse forte do capital financeiro na Reforma da Previdência, da PEC 95/2016, que congelou por 20 anos o limite de investimento na saúde e educação e a Reforma Trabalhista. “O cenário é de retirada de direitos da população brasileira”, diz Melo.

A coordenadora nacional da Auditoria Cidadã da Dívida, Maria Lúcia Fattorelli, afirmou que proposta de reforma é financiada pelos banqueiros, sendo urgente caracterizar o objetivo de sua aprovação. “A PEC 06/2019 desconstitucionaliza as regras que asseguram direitos. Temos completa incerteza do que será esse sistema de capitalização no futuro. Essa contrarreforma vai diminuir, de forma brutal, as arrecadações de contribuições sociais.”


O programa Roda de Conversa coloca a Reforma da Previdência em debate

Se você não lutar, sua aposentadoria vai acabar. A proposta de Reforma da Previdência do governo Bolsonaro, que está no Congresso Nacional desde o último dia 20 de fevereiro, acaba com a aposentadoria digna do povo brasileiro. Por isso, a luta das centrais sindicais é para que a Previdência Pública seja universal, valorizada, sem privilégios e que amplie a proteção social para aqueles que mais precisam desse sistema.

A coordenadora-geral do Sind-UTE/MG, Denise Romano, ressaltou a importância de luta na Greve Geral da classe trabalhadora. “Este 14 de junho é dia de parar o Brasil, a produção, fazendo o enfrentamento ao sistema, assim como nós fizemos em 28 de abril de 2017, numa das maiores greves gerais que esse país já viu. A Reforma da Previdência atinge, de maneira concreta e estrutural, a vida e relações de trabalho.” Ela também denunciou o projeto do representante de Bolsonaro no estado, o governador Zema, que realizou cortes na educação básica e superior.

A presidenta do Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais Sinpro/MG), Valéria Morato, atenta à precarização do trabalho e ao empobrecimento da classe trabalhadora nos últimos anos afimou que todos e todas foram alvos do governo Temer e, agora, de Bolsonaro também. A Reforma trabalhista foi aprovada com o discurso de que iria gerar emprego e, o que nós temos visto é uma alta crescente do desemprego. O governo atual, imediatamente, apresenta o desmonte da Previdência Social na tentativa de fazer no Brasil o que o Ministro da Economia, Paulo Guedes, ajudou a fazer no Chile. País que hoje tem uma população envelhecida em situação de miserabilidade.”

Outro ponto debatido sobre a reforma foram as idades de aposentadoria, todas acima de 60, que desconsideram as diversidades e desigualdades trabalhistas das profissões que exigem mais esforço físico e mental, como pedreiro, professora, trabalhadora rural. O desemprego também foi uma preocupação na conversa.

O secretário-geral da Central única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT/MG), Jairo Nogueira, falou sobre a organização da classe trabalhadora para a Greve Geral, no dia 14 de junho. “As pessoas voltaram a passar fome no Brasil, estão desempregadas, muitas desistiram de procurar emprego e essa deveria ser nossa discussão agora. Estamos articulando com os sindicatos nas bases para o ato e os/as trabalhadores/as estão tomando consciência do que a Reforma da Previdência representa. A capitalização não trará nenhum emprego a mais nesse país.”

Jairo ainda criticou a política econômica do governador Zema, que propõe privatizar empresas públicas, como Copasa e Cemig, sob a justificativa de ajuste nas contas do Estado.


O programa “Outras Palavras” é uma produção do Sind-UTE/MG e é veiculado aos sábados, das 10h às 10h:30, nas TV’s: Band Minas (em todo o Estado), Candidés (Divinópolis e Região) e na Band Triângulo. Você pode acompanhar também essa produção pelo Canal do Sind-UTE/MG no Youtube.