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Profissionais buscam formação avançada em gestão pública

  • 22/08/2014


O primeiro curso de mestrado profissional em administração pública (ProfiAp), que se destina à formação de quadros com nítido entendimento do papel do Estado brasileiro, recebeu 3.639 inscrições para 212 vagas. As provas de seleção serão aplicadas no domingo, 24, e as aulas terão início em 13 de outubro. Dos seis cursos de mestrado profissional autorizados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) desde 2011, cinco são dirigidos a professores da educação básica pública. Somente o ProfiAp pode ser feito por qualquer pessoa que tenha curso superior.

O mestrado profissional em administração pública é um curso semipresencial, que este ano será ministrado em nove universidades federais, em 600 horas e dois anos de duração. Capacitar pessoas para a prática administrativa avançada nas organizações públicas e melhorar a gestão pública estão entre os objetivos.

A presidente da comissão acadêmica nacional do ProfiAp, Teresa Cristina Janes Carneiro, explica que a procura pelo mestrado em administração pública revela o interesse de profissionais de diversas áreas do conhecimento pela gestão pública. “Sabemos que há também muita demanda nos estados, não atendida neste momento, além do interesse de outras instituições públicas de educação superior em oferecer o curso em suas regiões”, disse.

Nesta edição, o curso é oferecido nas universidades federais da Grande Dourados (UFGD), com 20 vagas; de Mato Grosso do Sul (UFMS), 29; de Alfenas (Unifal), 22; de Alagoas (Ufal), 28; de Campina Grande (UFCG), 20; de Goiás (UFG), 21; de Sergipe (UFS), 22; de Rondônia (Unir), 22, e de Viçosa (UFV), 28.

Matemática — Em 2011, a Capes autorizou a criação do Programa de Mestrado Profissional em Matemática (ProfMat) para qualificar professores das redes públicas da educação básica. O curso, semipresencial, gratuito, tem a coordenação da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM). Desde a primeira edição, em 2011, são abertas 1,5 mil vagas anuais e registradas cerca de 20 mil inscrições por ano. Em 2013, o programa teve a participação de 59 instituições de educação superior públicas e vagas em 79 polos. A rede de universidades é vinculada à Universidade Aberta do Brasil (UAB). Em julho último, a SBM lançou edital de seleção para um novo curso. São 1.575 vagas, com inscrições abertas até 5 de setembro. A prova será aplicada em 1º de novembro deste ano. O curso começará no primeiro semestre de 2015.

Letras — O segundo curso para educadores autorizado pela Capes foi o do Programa de Mestrado Profissional em Letras (ProfLetras), em 2013, sob a coordenação da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Na primeira edição, foram abertas 854 vagas em 39 polos de 34 universidades públicas nas cinco regiões do país. Em 2014, o ProfLetras oferece o curso em 48 polos de 41 instituições. São 876 vagas. A prova de seleção será aplicada em 7 de setembro.

Física — Em 2013, a primeira edição do mestrado profissional em ensino de física (MPEF) selecionou 360 professores da educação básica pública e estudantes do último semestre do curso, entre os 933 inscritos. O programa é coordenado pela Sociedade Brasileira de Física (SBF), em parceria com a Universidade Aberta do Brasil. O curso é semipresencial, com duração de dois anos. Este ano, foram abertas 483 vagas, distribuídas em 38 polos de 34 instituições de educação superior públicas vinculadas à UAB.

Artes — O primeiro Programa de Mestrado Profissional em Artes (ProfArtes) foi aberto em julho último, com 161 vagas. Destina-se à formação de professores licenciados em artes cênicas, artes visuais e música das redes públicas da educação básica. É um curso semipresencial, oferecido em 11 instituições de educação superior públicas, federais e estaduais, das cinco regiões. A formação tem carga de 420 horas e duração de dois anos, sob a coordenação da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc).

História — Também este ano, a Capes autorizou o Programa de Mestrado Profissional em História (ProfHistória), sob a coordenação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A primeira turma selecionou 152 professores, entre 1,5 mil inscritos. O curso, presencial, tem carga de 510 horas, em dois anos de duração. Nesta edição, é ministrado em 12 universidades federais no Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Tocantins. As aulas começaram no dia 11 último. A coordenação nacional do programa estima que 90 mil professores de história carecem desse tipo de formação.

A Universidade Aberta do Brasil, criada em 2005, compreende um sistema integrado por instituições públicas de educação superior que oferece cursos na modalidade a distância. A prioridade dos cursos da UAB são professores, gestores e demais profissionais da educação básica pública.

(Site MEC – 20.08.14 – Ionice Lorenzoni)