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No Dia Nacional da Consciência Negra o Sind-UTE/MG denuncia caso de injúria racial em Betim

  • 20/11/2019


O racismo não tira férias, disse uma vez a militante e jornalista Maíra Azevedo. Neste 20 de  novembro, quando é celebrado  Dia Nacional da Consciência Negra, o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) vem a público,  mais uma vez e com profundo lamento, denunciar um caso de injúria racial no município de Betim.

Na tarde dessa quarta-feira, 20/11/2019, a Associação Betim Cor Brasil, com apoio da Subsede do Sind-UTE/MG no município, realizava a XI Kizomba Festa da Igualdade Racial na Praça Tiradentes, quando um carro começou a insultar os participantes, com dizeres agressivos a respeito do ex-presidente Lula.

A presidenta do Conselho Municipal de Educação e diretora do Sind-UTE/MG, professora Ana Paula Ribeiro Rosa, na tentativa de explicar que a manifestação não se tratava de tal assunto, mas sim de celebrar e debater sobre a importância do Dia Nacional da Consciência Negra, ouviu xingamentos racistas. Segundo relato dos manifestantes, quem proferiu tamanha violência foram quatro pessoas que estavam num carro e disseram que “preto é tudo ladrão, tudo igual”, além de apontarem para a cor da pele.

Após essa violência racista, a professora denunciou o caso na manifestação e se dirigiu até a polícia militar e guarda municipal que se encontravam no local. Foi realizado um boletim de ocorrência. Como se não bastasse, após o ato dar seguimento à passeata, o referido carro estava estacionado com as mesmas pessoas fazendo gestos obscenos e de armas com as mãos.

A direção estadual do Sind-UTE/MG se solidariza com a professora Ana Paula e a todos/as os/as atingidos/as pelo crime, colocando-se à disposição para enfrentar o momento de legítima revolta e buscar por justiça. Não deixaremos, de maneira nenhuma, que esse caso seja esquecido e lutaremos para que não termine com impunidade. Quando criminosos/as não são devidamente responsabilizados/as por seus atos, outros/as se acham no direito de violentar.

O Sind-UTE/MG repudia, veementemente, essa atitude violenta, racista, retrógrada e que demonstra os tempos de ódio que o país vive no cotidiano e na institucionalidade.

Essa tentativa de silenciamento justo no Dia Nacional da Consciência Negra é emblemática e demonstra a covardia das pessoas, quando optam por não se responsabilizarem pela mudança de um país que nunca viveu uma democracia racial.

Se o racismo não tira férias, nós também não.

O Sindicato segue, inarredável, na luta antirracista e na construção de uma educação democrática, que contribua para a formação de cidadãos e cidadãs.

À professora e diretora do Sind-UTE/MG, Ana Paula Ribeiro Rosa, seguiremos de mãos dadas!

 

Racistas não passarão!