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Sind-UTE/MG convoca manifestação pelo pagamento integral do 13º Salário e abertura de negociação com o governo do Estado

  • 29/01/2019


Apesar de várias solicitações do Sind-UTE/MG, até o momento, nem o Governador Romeu Zema ou a Secretaria de Estado da Educação, Júlia Sant’Anna, agendaram reunião com a entidade. Nem mesmo durante o período de transição, após o segundo turno das eleições, não aconteceu qualquer contato.

A educação constitui uma grande e complexa rede com mais de 250 mil servidores e servidoras e mais de 3.600 escolas estaduais, 47 Superintendências Regionais de Ensino. Requer, portanto, um amplo processo de diálogo para resolução dos problemas, valorização da categoria e garantia de direitos para crianças e adolescentes, jovens e adultos.

É, portanto, espantoso e desrespeitoso não ter nenhum processo de diálogo com o Sind-UTE/MG.
No dia 25 de janeiro, foi convocada uma reunião das entidades do funcionalismo com o Secretário de Planejamento e Gestão, Otto Levy.

A expectativa era que fosse iniciado um processo de negociação das demandas gerais do funcionalismo, o que não aconteceu. Nenhuma definição sobre o pagamento ou o pagamento do 13º salário foi apresentada ou discutida. Coibiam reunião de maneira inócua.

Já nesta segunda-feira, dia 28 de janeiro, o governador Romeu Zema, informou através de sua rede social o pagamento parcelado em 11 vezes do décimo terceiro salário referente ao ano de 2018.

Nos parece que ele foge do contato com as entidades representativas, de debater as questões essenciais para a vida dos/as servidores/as estaduais.

O SindUTE/MG vem cobrando permanentemente que a questão do pagamento dos salários e  o pagamento integral do décimo terceiro salário seja resolvida em definitivo.

Até o momento, foram 7 ações que tramitam na tentativa de garantir esses direitos além da de mobilizações, paralisações e manifestações, notificações ao governo e ação judicial. A política de comunicação por rede social impossibilita qualquer diálogo. A falta de diálogo prejudica, de forma mais acentuada “, os/as trabalhadores/as que recebem os menores salários, tendo em vista que as parcelas desses/as trabalhadores/as serão irrisórias se comparadas aos maiores salários do Estado.

Diante deste quadro, cuja perspectiva é o seu agravamento, precisamos pressionar por uma mudança de comportamento. Essa forma de governar  penalizará o funcionalismo e não  podemos aceitar. Diante desta situação da falta de diálogo e da imposição do parcelamento do 13º salário, o SindUTE/MG convoca todos os trabalhadores e trabalhadoras em educação para uma manifestação no dia 1º de fevereiro com concentração na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.