Assembleia Geral Virtual – Fortalecendo Nossa Resistência

O Sind‐UTE coordena uma forte mobilização contra a investida do governo Zema de estender o programa de Escolas Cívico-Militares a mais de 700 unidades em Minas Gerais. Essa proposta desloca projetos pedagógicos e a autonomia das comunidades escolares para uma lógica hierárquica e autoritária, apoiada em militares sem formação educacional, que pouco dialogam com as necessidades de alunos, famílias e profissionais da educação.
Escola pública é lugar de ensino e aprendizagem, com professores e funcionários valorizados, liberdade de expressão e compromisso com a qualidade do aprendizado — não um palco para manutenção de tropa. Contratar policiais ou militares aposentados, remunerados acima dos educadores, desvia recursos essenciais para concurso público de docentes, pedagogos e demais servidores concursados.
Sabemos que a verdadeira melhoria da educação passa por:
- fortalecer equipes pedagógicas, garantindo tempo e condições materiais para orientação de estudantes, familiares e colegas;
- realizar concursos regulares para todas as carreiras da educação;
- promover valorização salarial e formação continuada.
Por que rejeitar as escolas cívico-militares
- A escola existe para formar jovens críticos, autônomos e conscientes. Esses valores são apreendidos onde há diálogo, respeito às diferenças e incentivo à criatividade — não sob regulamentos de corte de cabelo, uniformes rígidos e punições inspiradas em quartéis.
- É cortina de fumaça sobre os efeitos da política de desvalorização da Educação em MG e que coloca em xeque sua qualidade. A resposta do governo foi desviar recursos para gratificações de militares aposentados, em vez de investir em infraestrutura e valorização dos profissionais.
- Não melhora segurança, apenas criminaliza a juventude – A presença de ex-policiais dentro da escola reforça a lógica punitiva. Na verdade, a militarização amplifica preconceitos e violações de direitos — já documentadas em casos de agressão, ameaças e assédio em unidades cívico-militares.
- É inconstitucional e alvo de ações judiciais – O Ministério Público Federal considerou ilegais as escolas cívico militares que não encontram fundamentos legais, nem na LDB e nem na Constituição.
Não podemos aceitar mais essa tentativa de desmantelamento da rede pública estadual. Nossa história de luta contra os Projetos Somar, Mãos Dadas e tantas outras ameaças mostra que, unidos, somos capazes de resistir.
SIM, FAREMOS RESISTÊNCIA!
ORGANIZE-SE NA BASE E PARTICIPE DA ASSEMBLEIA
Além de uma ampla rodada de VISITAS ÀS ESCOLAS AMEAÇADAS e diálogo com professores, funcionários, estudantes e famílias, precisamos definir coletivamente nosso calendário de mobilizações. Para isso, convocamos:
Assembleia Estadual dos Trabalhadores em Educação de MG
Data: 03 de julho de 2025
Hora: 18h30 Formato: Virtual (Google Meet)
Inscrições
- Prazo até 03 de julho, 16h
- Formulário de inscrição: https://cutt.ly/assembleia0307
- Use apenas e-mail pessoal ou alternativo, jamais o institucional vinculado à SEE.
O link de acesso será enviado no dia 03 de julho, até 17h30, ao e-mail cadastrado no ato de inscrição.
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8 Comentários. Deixe novo
Quero participar!
Venho propor discussão sobre a situação de aposentadoria para servidores designados
Propor também o fornecimento de uso das ferramentas digitais para as campanhas
A luta é difícil, mas necessário.
Quero participar!
Quero participar!
Quero !
Bom dia!! Nosso excelentíssimo Governador DE MG ROMEU ZEMA. A EDUCAÇÃO EM MG É ZERO. SOMOS PRECARIOS ,SALÁRIO DA EDUCAÇÃO É ZERO, ONDE O SENHOR QUER CHEGAR? TODOS NÓS DA EDUCAÇÃO É QUE COM MUITA ALEGRIAS, COLOCAMOS O SENHOR AÍ. AGORA OLHA SÓ A COVARDIA QUE ESTÁ FAZENDO COM TODOS NÓS DA EDUCAÇÃO, QUE CONFIAMOS NO SENHOR.
É preciso que faça um amplo debate sobre a questão do pagamento dos precatórios pra quem trabalhou de 1998 a 2006. Precatório estadual e municipal. Não tem jeito do Zema abreviar isso não? Discutem assuntos do presente mas esquece o passado? Dê a Cezar o que é de Cezar.