Estudantes de escola cívico-militar são obrigados a ajoelhar por uso ‘inadequado’ de casacos

O episódio foi registrado no Centro Educacional 01 do Itapoã (CED 01), no Distrito Federal, onde estudantes foram obrigados a realizar flexões e permanecer ajoelhados como punição pelo uso de casacos fora do padrão exigido pela escola cívico-militar.
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A situação foi denunciada pela União dos Secundaristas do Distrito Federal (UES-DF), que divulgou imagens e relatos apontando que ao menos 15 alunos teriam sido submetidos ao constrangimento antes do início das aulas, sob supervisão de um policial. O caso também foi levado à Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), e o deputado distrital Gabriel Magno informou ter acionado o Ministério Público e o Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente para apuração dos fatos.
O episódio evidencia os problemas estruturais do modelo cívico-militar. A entidade sustenta que a imposição de punições físicas ou constrangedoras não possui respaldo pedagógico e viola princípios básicos previstos na Constituição Federal e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que garantem proteção integral e respeito à dignidade de crianças e adolescentes.
O ambiente escolar deve ser orientado por práticas pedagógicas fundamentadas no diálogo, na mediação de conflitos e na gestão democrática. A lógica hierárquica e disciplinar típica de instituições militares não se coaduna com os objetivos da educação pública, que incluem a formação crítica, a valorização da diversidade e a promoção da cidadania.
Casos como o ocorrido no Distrito Federal reforçam a necessidade de revisão desse modelo, priorizando investimentos em infraestrutura, valorização dos profissionais da educação e políticas educacionais construídas com participação da comunidade escolar.
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