Que interesses um banco tem na Educação Pública?

A resposta é simples: nenhum interesse na educação. O verdadeiro interesse está em transformar a educação em fonte de lucro, desviando bilhões em recursos públicos de sua finalidade.
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Na manhã desta segunda-feira, aconteceu na B3 o “arremate” de 95 escolas estaduais de Minas Gerais por um fundo ligado ao banco BTG (IG4 BTG Pactual Health Infra). O fato de uma instituição financeira assumir o controle de escolas públicas escancara os reais objetivos desse processo: transformar a educação em ativo lucrativo e garantir a transferência contínua de recursos públicos para fundos privados.
O Sind-UTE/MG denuncia que essa medida aprofunda a lógica de terceirização e privatização, atingindo diretamente os trabalhadores da educação e comprometendo a qualidade do ensino. A entrada de bancos nesse processo revela que o interesse não é educar, mas explorar financeiramente a escola pública.
Escola pública, para um banco, é ativo financeiro. E para transformar a escola em ativo financeiro, é preciso fazer de tudo para aumentar o lucro, por exemplo: demitir as ASBs, trabalhadoras da limpeza e merenda, e substituí-las por mão de obra terceirizada, com salários menores e carga horária maior. Menos custo, mais lucro.
Paralelamente à luta nas ruas e nas escolas, o sindicato trava a luta jurídica com ações no Tribunal de Contas do Estado (TCE), apontando violações à Constituição, ao ECA, à LGPD e ao princípio da gestão democrática das escolas.
A luta contra a mercantilização da educação continua. É a mobilização dos trabalhadores e trabalhadoras, estudantes e comunidades que pode barrar esse projeto autoritário e garantir a defesa da escola pública, dos profissionais diretamente afetados e do direito da sociedade mineira a uma educação de qualidade.
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