Salve o Juca: estudantes vão às ruas contra o fechamento da escola pública para a comunidade do bairro

A comunidade do bairro Universitário, em Belo Horizonte, corre o risco de perder o acesso à escola pública que está presente na comunidade por quase seis décadas. O governo de Minas anunciou a transformação da Escola Estadual Coronel Juca Pinto, que tem 59 anos de história, 269 estudantes matriculados e cerca de 80 trabalhadores, em uma unidade do Colégio Tiradentes da Polícia Militar, com o encerramento das atividades atuais previsto para 31 de dezembro.

Na prática, não se trata de uma melhoria. Trata-se de trocar uma escola de matrícula aberta, que atende qualquer estudante do território, por um modelo de acesso restrito. O novo formato funciona por processo seletivo e prioriza filhos e dependentes de militares, o que significa que boa parte das famílias do bairro pode simplesmente ficar de fora da própria escola da esquina.

 

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A mudança ainda apaga modalidades que são porta de entrada para quem mais precisa. O Juca oferece Educação de Jovens e Adultos (EJA) e curso técnico em automação industrial, exatamente o que o novo modelo não contempla. Também some o caráter plenamente gratuito: segundo o Sind-UTE/MG, as famílias nessas unidades arcam com custos de material, em torno de R$ 680 a R$ 800 por ano, e de fardamento, cerca de R$ 1.800, barreiras que pesam sobre as famílias de baixa renda.

Foi contra esse apagamento que pais, estudantes, professores e moradores foram às ruas na última quinta-feira (28). Escola pública não se fecha, se defende, e não se entrega o acesso de todos para transformá-la em espaço de poucos.

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