A Escola é da Gente! Não se fecha, não se Vende!

Nos últimos meses, comunidades escolares em diversas cidades de Minas Gerais têm se levantado contra a tentativa do governo Zema/Simões de fechar escolas regulares e entregar seus prédios ao modelo dos Colégios Tiradentes. A resposta das comunidades é intensa porque o que está em jogo é muito grave  e já foi visto antes.

A expansão dos Colégios Tiradentes segue a mesma lógica que orientou a municipalização forçada, a privatização via Projeto Somar, a terceirização das ASBs e as PPPs de infraestrutura: o Estado se desresponsabiliza da escola pública regular, transfere o patrimônio coletivo a outro modelo de gestão e deixa as comunidades sem resposta sobre o que acontece com seus filhos, seus professores e suas trabalhadoras. Muda o nome do programa, repete-se o movimento.

Não se trata, portanto, de ser contra os Colégios Tiradentes. Não é essa a luta que estamos travando. O que está sendo denunciado é outra coisa: a instrumentalização de um modelo de ensino como pretexto para desmontar a rede estadual regular, sem diagnóstico técnico, sem consulta às comunidades e sem nenhuma garantia de preservação dos direitos de alunas, alunos e trabalhadores da educação.

Os fatos são objetivos. Onde o governo anuncia um novo Colégio Tiradentes, uma escola estadual deixa de existir. Não é transformação; é fechamento. O prédio muda de dono, o projeto pedagógico muda, as regras de acesso mudam. E o que desaparece junto não tem equivalente no novo modelo:

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