Resultado da Assembleia Extraordinária – 3 de julho

A Assembleia do Sind-UTE/MG, convocada de forma emergencial e realizada virtualmente no dia 3 de julho, teve como pauta central a tentativa do governo Zema de impor o modelo cívico-militar nas escolas da rede estadual. A participação da categoria foi expressiva e qualificada, trazendo à tona elementos da realidade de cada trabalhador e trabalhadora da educação em Minas Gerais.

ANÁLISE DE CONJUNTURA

Nesta etapa inicial, foi feita uma análise detalhada do cenário político e educacional do estado. Identificaram-se pontos que precisam ser objeto de debate com toda a comunidade escolar na luta contra o programa cívico-militar:

  • A natureza autoritária e inconstitucional do modelo que contraria os princípios da gestão democrática definidos pela LDB;
  • O caráter eleitoreiro da proposta no cenário de disputas colocado para 2026;
  • A necessidade de fortalecer a voz de professores, funcionários, famílias e estudantes em cada território.

DELIBERAÇÕES PRINCIPAIS
A partir do debate a categoria apontou como estratégias de mobilização:

  • Organizar ações de mobilização e informação nas comunidades escolares para desmascarar a proposta o programa e difundir os reais interesses do governo Zema.
  • Buscar articulação e apoio junto a conselhos escolares, movimentos estudantis e órgãos de defesa dos direitos humanos.
  • Fortalecer a comunicação interna e externa para denunciar as ameaças ao caráter democrático das escolas.

CALENDÁRIO DE ATIVIDADES APROVADO
A adesão massiva e o compromisso demonstrado no debate confirmam a disposição da categoria para enfrentar esse projeto de retrocesso e ataque à Educação. Nesse sentido, foi aprovado o seguinte calendário de lutas:

  • 04/07 a 09/07 – Mobilização e acompanhamento regional com visitas às escolas e atuação nos territórios.
  • 07/07 – Live do Sindicato, às 19h, para divulgação de estratégias e esclarecimento de dúvidas.
  • 10/07 e 11/07 – PARALISAÇÃO DE 48 HORAS EM TODA A REDE ESTADUAL.
  • 10/07: Manifestações e audiência pública;
  • 11/07: continuidade da paralisação, preparação e execução de ações nos territórios;
  • 11/07 a 18/07: Nova rodada de mobilização e acompanhamento regional, com visitas às unidades escolares e engajamento comunitário.

As atividades desse calendário refletem o esforço coletivo para barrar o modelo cívico-militar em Minas Gerais e reafirma que a defesa de uma escola plural, democrática e de qualidade depende da nossa organização.

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