
Representantes estudantis reafirmam que educação não é mercadoria e saem em defesa da escola pública
Os dirigentes da União Estadual de Estudantes e da União Colegial de Minas Gerais manifestaram seu repúdio à privatização das escolas estaduais durante a audiência da Comissão da Educação da Assembleia Legislativa que debateu o relatório sobre as visitas a 22 dos 95 educandários entregues pelo governo Zema/Simões ao fundo de Investimento do banco BTG Pactual.
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PROJETO DE DESMONTE
Para Rômulo Lopes da Silva, presidente da União Estadual de Estudantes de Minas Gerais, os ataques sofridos pela educação e pelas escolas públicas não são casuais e fazem parte de uma estratégia do governo do Estado. “O governo Simões e antes dele, do Zema, divulgou as reformas das escolas nas redes sociais, mas não fizeram as reformas para só melhorar a situação da infraestrutura, fizeram para leiloar. Queriam privatizar desde o início. O que estamos vendo, na verdade, é um projeto de desmonte da educação, assim como a tentativa de vendas universidades estaduais. É um projeto de desmonte, de desvalorização dos profissionais da educação e dos estudantes”, afirmou.
ESCOLA NÃO É NEGÓCIO
O presidente da União Colegial de MG, Leonardo Evangelista de Souza, também foi contundente na crítica ao projeto que transforma a educação pública em mercadoria.
“Estamos visitando as escolas que foram leiloadas e todas elas estão passando por reforma, estão ficando arrumadinhas. No meu bairro, o Barreiro, a E.E. Desembargador Rodrigues Campos, ficou linda e vai ser entregue para um fundo de investimentos, que ainda vai receber recursos do Estado sem precisar gastar nada. Tem uma falta de seriedade neste debate”.
“A nossa escola não é mercadoria – prosseguiu ele –, a nossa escola não é uma forma de banco ganhar dinheiro. A nossa escola é o futuro da sociedade. A nossa escola precisa ser do tamanho dos nossos sonhos. Hoje, os estudantes da rede estadual não têm perspectiva, não têm interesse de entrar numa universidade e temos que estimular, mas não têm ânimo porque a toda hora a escola está ameaçada por um ataque diferente”, arrematou.
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