Assembleia Geral Virtual – Fortalecendo Nossa Resistência

O Sind‐UTE coordena uma forte mobilização contra a investida do governo Zema de estender o programa de Escolas Cívico-Militares a mais de 700 unidades em Minas Gerais. Essa proposta desloca projetos pedagógicos e a autonomia das comunidades escolares para uma lógica hierárquica e autoritária, apoiada em militares sem formação educacional, que pouco dialogam com as necessidades de alunos, famílias e profissionais da educação.

Escola pública é lugar de ensino e aprendizagem, com professores e funcionários valorizados, liberdade de expressão e compromisso com a qualidade do aprendizado — não um palco para manutenção de tropa. Contratar policiais ou militares aposentados, remunerados acima dos educadores, desvia recursos essenciais para concurso público de docentes, pedagogos e demais servidores concursados.

Sabemos que a verdadeira melhoria da educação passa por:

  • fortalecer equipes pedagógicas, garantindo tempo e condições materiais para orientação de estudantes, familiares e colegas;
  • realizar concursos regulares para todas as carreiras da educação;
  • promover valorização salarial e formação continuada.

 

Por que rejeitar as escolas cívico-militares

  1. A escola existe para formar jovens críticos, autônomos e conscientes. Esses valores são apreendidos onde há diálogo, respeito às diferenças e incentivo à criatividade — não sob regulamentos de corte de cabelo, uniformes rígidos e punições inspiradas em quartéis.
  2. É cortina de fumaça sobre os efeitos da política de desvalorização da Educação em MG e que coloca em xeque sua qualidade. A resposta do governo foi desviar recursos para gratificações de militares aposentados, em vez de investir em infraestrutura e valorização dos profissionais.
  3. Não melhora segurança, apenas criminaliza a juventude – A presença de ex-policiais dentro da escola reforça a lógica punitiva. Na verdade, a militarização amplifica preconceitos e violações de direitos — já documentadas em casos de agressão, ameaças e assédio em unidades cívico-militares.
  4. É inconstitucional e alvo de ações judiciais – O Ministério Público Federal considerou ilegais as escolas cívico militares que não encontram fundamentos legais, nem na LDB e nem na Constituição.

Não podemos aceitar mais essa tentativa de desmantelamento da rede pública estadual. Nossa história de luta contra os Projetos Somar, Mãos Dadas e tantas outras ameaças mostra que, unidos, somos capazes de resistir.

SIM, FAREMOS RESISTÊNCIA!

ORGANIZE-SE NA BASE E PARTICIPE DA ASSEMBLEIA

Além de uma ampla rodada de VISITAS ÀS ESCOLAS AMEAÇADAS e diálogo com professores, funcionários, estudantes e famílias, precisamos definir coletivamente nosso calendário de mobilizações. Para isso, convocamos:

Assembleia Estadual dos Trabalhadores em Educação de MG

Data: 03 de julho de 2025

Hora: 18h30 Formato: Virtual (Google Meet)

Inscrições

  • Prazo até 03 de julho, 16h
  • Formulário de inscrição: https://cutt.ly/assembleia0307
  • Use apenas e-mail pessoal ou alternativo, jamais o institucional vinculado à SEE.

O link de acesso será enviado no dia 03 de julho, até 17h30, ao e-mail cadastrado no ato de inscrição.

 

Compartilhe nas redes:

8 Comentários. Deixe novo

Você precisa fazer o login para publicar um comentário.
Nenhum resultado encontrado.