Plenária de ASBs deixa claro: “Não me engana não, terceirização é precarização”

Trabalhadores e trabalhadoras repudiam terceirização proposta pelo governo Zema
Trabalhadoras e trabalhadores auxiliares em serviços básicos nas escolas estaduais participaram no sábado (25/10) da Plenária de ASBs realizada em Belo Horizonte para discutir os rumos da mobilização da categoria diante do projeto do governo Zema de terceirização do setor. A plenária foi uma iniciativa do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) e foi conduzida pela coordenadora-geral, Denise de Paula Romano.
Receba notícias do SindUTE/MG no seu Whatsapp
APOIO E SOLIDARIEDADE
Além dos trabalhadores e trabalhadoras representantes das diversas regiões de Minas, a Plenária contou com a participação dos deputados federais Rogério Correia e Padre João, da deputada estadual Beatriz Cerqueira e do deputado Leleco Pimentel; do presidente da CUT estadual, Jairo Nogueira Filho; e de representantes da UCMG e Associação Metropolitana de Estudantes Secundaristas da Grande BH. Em suas declarações eles ressaltaram a importância da mobilização e manifestaram solidariedade à luta das ASBs.
NÃO ME ENGANA, NÃO
Sob a palavra de ordem “Não me engana, não, terceirização é precarização”, os trabalhadores e trabalhadoras participaram ativamente dos debates, manifestando suas dores, necessidades e preparando os próximos passos da luta contra os ataques do governo à escola pública.
AÇÕES DO SINDICATO
Entre os encaminhamentos anunciados na Plenária, o Sind-UTE anunciou a decisão de denunciar ao Ministério Público do Trabalho as condições de trabalho insalubre dos ASBs nas escolas; o ajuizamento de ação coletiva para correção do desconto do INSS e de ações individuais de insalubridade.
ESCUTA E MOBILIZAÇÃO
A plenária foi um importante momento de escuta para discutir a terceirização dos serviços escolares proposta pelo governo; ouvir as Auxiliares de Serviços Básicos sobre como este processo e como ele tem afetado suas rotinas e preocupações diante do risco de privatização, além de organizar os próximos passos da luta.
Durante a plenária, diversos trabalhadores e trabalhadores fizeram intervenções revelando suas preocupações com as consequências da terceirização, como demissões, aumento da jornada de trabalho, redução de salários, perda do direito à assistência à saúde e aposentadoria, entre outras questões relacionados ao trabalho nas escolas.
Compartilhe nas redes:
