Um choque de imoralidade: Zema dá isenção de R$ 2,2 milhões à Eletrozema

Enquanto prega fim de benefícios sociais, do Bolsa Família, jornada de trabalho de 12 horas e leiloa escolas públicas, ex-governador usa recurso público para ficar cada vez mais rico
O ex-governador de Minas e pré-candidato à eleição presidencial deste ano, Romeu Zema, vem tentando escalar alguns pontos nas pesquisas e conquistar o eleitor mais conservador com um dos piores discursos do mercado eleitoral. Não mede palavras e atos para construir sua candidatura destruindo o interesse público e as políticas públicas, dilapidando o patrimônio do povo mineiro.
Depois de amentar o próprio salário em 300%, enquanto se negava a pagar o Piso Salarial dos professores, acumulando com estes trabalhadores uma dívida de R$ 167 milhões; Romeu Zema é flagrado, outra vez pilhando os cofres do Estado e beneficiando a si próprio e sua família com incentivos fiscais de R$ 2,2 milhões à Eletrozema.
A imoralidade de Romeu Zema incluía a defesa do sigilo sobre as isenções fiscais do governo de Minas Gerais, alegando que a divulgação das empresas beneficiadas seria “perniciosa” para o estado. É a tal “meritocracia” de que ele tanto fala.
Na esteira da Eletrozema, ele também beneficiou doadores de campanha, como a Localiza, a Souza Cruz e a Ambev. Enquanto isso, transferia as escolas públicas para organizações da sociedade civil, para municípios, para a iniciativa privada, para a Polícia Militar. Em Minas, por “obra e graça” de Zema, faltam recursos para as unidades de saúde e para os hospitais do Estado, que ele também tentou ou privatizou; e para a estradas estaduais que ele sempre preferiu entregar a seus amigos da iniciativa privada.
Durante seu governo, Zema vendeu a Copasa e diversos outros ativos do Estado de Minas (entre eles, vários imóveis), leiloou 95 escolas públicas e as entregou a uma parceria público-privada com o fundo de investimento do banco BTG Pactual, pagando a bagatela de R$ 22,3 milhões por mês, durante 25 anos. Em sua gestão, endividou o Estado com a União num montante estimado em R$ 24 bilhões.
Em sua cruzada contra o povo, Zema defende a “meritocracia” (um conceito excludente e preconceituoso que só beneficia os que já possuem bens e riquezas). Coloca os interesses privados acima de tudo e todos. Quer o fim de programas sociais como o Bolsa Família e dos programas educacionais da pré-escola à universidade. Seu programa de governo propõe o fim da universalização da atenção à saúde, jornada de trabalho de até 12 horas, fim do FGTS e de reajustes da aposentadoria.
Ou seja, enquanto deseja o inferno para os outros, Zema usa o poder para manter seu lugar no sétimo céu dos ricos, beneficiando a si mesmo, sua família e seus negócios.
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