Comunidade escolar rejeita transformação do João Paulo I em Colégio Tiradentes

Realizado no último sábado (27/06), em Betim, o encontro reuniu pais, alunos e educadores, que alertaram para o risco de perda de acesso às vagas pela comunidade.
Pais, alunos, trabalhadores da educação e representantes sindicais participaram, na manhã do último sábado (27), de uma assembleia na Escola Estadual João Paulo I, em Betim, para discutir a proposta do Governo de Minas de transformar a unidade em Colégio Tiradentes da Polícia Militar (CTPM). Ao final do encontro, a comunidade escolar manifestou posição contrária à mudança e defendeu a permanência do modelo atual da escola.
Entre os principais argumentos apresentados estão a ausência de diálogo prévio com a comunidade, o histórico da instituição e o receio de que a alteração no modelo de gestão afete o acesso às vagas por estudantes da região.
A diretora da escola afirmou que a comunidade foi surpreendida pela proposta e que ainda não recebeu comunicação oficial sobre a mudança.
“Nós não fomos consultados. A gente não recebeu nada por escrito, então eu também, enquanto gestora, não consigo dar uma resposta pros pais porque a gente não recebeu nada por escrito da Superintendência”, declarou.
Ela também defendeu a trajetória da unidade. “A escola João Paulo tem um histórico. A gente precisa respeitar essa história de João Paulo. É uma história de escola de tempo integral, profissional, que tá dando certo. E eu acho que o que tá dando certo a gente não mexe”, disse.
Pais presentes demonstraram preocupação com possíveis impactos no acesso dos estudantes às vagas. Um dos responsáveis argumentou que, no modelo dos Colégios Tiradentes, a prioridade de matrícula poderia reduzir o acesso da comunidade.
“Sou totalmente contra transformar a escola numa escola militar. A escola pode admitir inclusive filhos de militares. Agora, o inverso, isso não é possível, considerando que a gente ficaria aí, por exemplo, na quarta prioridade, a última prioridade”, afirmou.
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